segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Uma Garrafa No Mar De Gaza (Resenha)





Uma bomba explode em um café no bairro de Tal, agitando não só os edifícios, mas a esperança e a paz de espírito da jovem. A menina, então, decide escrever uma carta para o "outro" lado do conflito. Ela imagina que será uma menina, provavelmente da sua idade, e, um tanto quanto ingenuamente e romanticamente, decide colocá-la em uma velha garrafa de champanhe. Para tal missão, ela escolhe seu irmão, que está servindo ao Exército, para jogar a mesma no mar de Gaza. Porém, nada sai do jeito que ela esperava: a pessoa que escreve de volta por e-mail se nomeia "Gazaman", e não é exatamente educado ou interessado ​​em suas palavras. Mas Tal persiste – ela é bem perseverante e determinada, o que gostei bastante nela -, e nosso Gazaman acaba se sentindo atraído por ela e por suas ideias, fazendo com que uma espécie de amizade evolua entre os dois. No começo, parecia que seria rodeado de estereótipos, já que nosso Gazaman é o duro e insensível árabe que odeia todo mundo; e nossa Tal é a judia liberal, simpática e que só quer que todos sejam felizes. Mas, ao passo que a história avançava, a mesma amadureceu e tornou-se mais crível e menos estereotipada. A autora nos mostrou que, independente de nossa criação, do lugar em que nascemos e crescemos, bem como nossas crenças, não somos terminantemente ou diretamente influenciados por eles.  Tal e Gazaman são dois jovens comuns, com vidas aparentemente comuns, mas que vivem em áreas de conflito. A conexão que se desenvolve entre eles é o que impulsiona o livro, que faz com que seja uma bela, triste e comovente história, extremamente importante e interessante para nossa reflexão, para nosso aprendizado como seres humanos. 
Eu recomendo este livro, pois é um livro bem curto com uma escrita muito boa.

Estado Nação

A Professora havia pedido que respondêssemos algumas perguntas, poderia ser em forma de texto ou no site prezi, eu não consegui montar o prezi, então fiz o texto aqui no blog de fazer o texto. Pesquisa sugerida pela professora Sueli.


O que é um estado nação ?


Chama-se Estado-nação ou nação-Estado quando um território delimitado é composto por um governo e uma população de composição étnico-cultural coesa, quase homogénea, sendo esse governo produto dessa mesma composição. Isto ocorre quando as delimitações étnicas e políticas coincidem.


Origem do Estado Nação

A ideia de Estado-nação nasceu na Europa em finais do século XVIII e inícios do século XIX. Provém do conceito de"Estado da Razão" do Iluminismo, diferente da "Razão de Estado" dos séculos XVI e XVII. A Razão passou a ser a forçaconstituidora da dinâmica do Estado-nação, principalmente ao nível da administração dos povos. A ideia de pertença aum grupo com uma cultura, língua e história próprias, a uma nação, foi sempre uma das marcas dos europeus nosúltimos séculos, ideal que acabariam por transportar para as suas projeções coloniais.  um efeito psicológico naemergência do Estado-nação, pois a pertença do indivíduo a tal estrutura confere-lhe segurança e certeza,enquadramento e referência civilizacional. O Estado-nação afirma-se por meio de uma ideologia, uma estrutura jurídica,a capacidade de impor uma soberania, sobre um povo, num dado território com fronteiras, com uma moeda própria eforças armadas próprias também. É na sua essência conservador e tendencialmente totalitário.



Importância na história da Europa e da América

 O aparecimento do Estado-nação corresponde à fase nacionalista do Ocidente e ao seu processo de industrialização.Assim, o seu surgimento justificou investimentos tecnológicos e com eles lucrou, fomentando as economias nacionais egerando capacidades militares de defesa e mesmo de ataque. Além do mais, transformou o nacionalismo numa ideologiaque não mais parou de ganhar adeptos e permitiu aspirações de natureza económica e territorial. Marx defendeu aindaque o proletariado era apátrida, era internacional, mas a Primeira Guerra Mundial, na sua origem como nas suasconsequências, acabou por reforçar a ideia do Estado-nação e dos nacionalismos. Estes foram combatidos pela UniãoSoviética, plurinacional mas internacionalista, mas que na sua desagregação acabaria por ver irromper, no seu antigoterritório, tantos Estados-nações amordaçados durante mais de setenta anos. A União Soviética, no entanto, não eraum Estado-nação, mas um conjunto de 15 Estados-nações e mais de 100 povos por eles espalhados, muitos nómadas eclânicos mas, com a sovietização, enquadrados dentro de limites territoriais impostos por Moscovo.
Se nasceu entre as potências colonizadoras no século XIX, também nesta centúria o conceito de Estado-nação ganhariaos povos da Europa de Leste, ameaçando ruir os antigos impérios dinásticos da Europa, nomeadamente o Austro-Húngaro, em cujo seio estalou a Primeira Guerra Mundial, graças a um estudante sérvio que lutava pela proclamação deum Estado para a sua nação sérvia. Era a época dos nacionalismos e da emergência das nacionalidades, que Estalinereprimiria na União Soviética e que Hitler tentara subjugar com o nazismo, mas que acabou por sair da Europa econquistar outros continentes, acelerando a descolonização africana, por exemplo. Nalguns casos, no pós-SegundaGuerra, o nacionalismo ganhou um cariz religioso, como o Irão xiita, noutros assumiu o comunismo como bandeiraideológica e política.
Mas na Europa, com Charles de Gaulle e Jean Monet, por exemplo, sem se perder a ideia do Estado-nação, criou-se,com a Comunidade Europeia, a Europa das Nações, que tem paralelo militar e político na NATO e até nas NaçõesUnidas. As nacionalidades não se diluíram, pelo contrário, como nos Balcãs, antes se agruparam na prossecução deinteresses e estratégias que  em comum em concertação poderiam superar crises e estabelecer vias e metas para ofuturo. Outros pontos do globo, a ideia de um povo, uma língua, um território, logo uma nação, daí a necessidade deEstado, a independência enfim, tem pulverizado e retalhado antigos grandes Estados, gerando conflitos e escaladas deviolência inusitadas.

O que é um Estado Laico? 

 Estado laico significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião.Um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

SONETO USADO NA APRESENTAÇÃO DO LIVRO EKOABOKA

Catu num gesto de amor
Passa a pedrinhas atacar
Mas numa má interpretação
Faz o ódio de Chantal desencadear

Após conhecer a tribo
Alex finalmente vai caçar
Mas certa hora encontra pessoas
Que só pensam em desmatar

Inconformado com o que acabara de ver
Alex escreve para Kiko
Esperando uma resposta obter

Chantal finalmente compreendeu
A tribo de Catu ela conheceu
E por fim o beijo tão cobiçado ela deu

SÍNTESE DO CONTO:AMOR


                    

                                                  Clarice Lispector 


Ana era uma dona de casa preocupada com sua rotina.Morava em uma boa casa e tinha marido e filhos.Um dia saiu para comprar comida para preparar o jantar,quando voltava para casa viu um sego parado no ponto do bondinho e isso a surpreendeu muito.O sego mastigava um chiclete bem naturalmente. Isso a despertou para novas sensações e sentimentos.
Ana distraída com o sego deixou suas compras caírem quando o bondinho voltou a andar. Os outros passageiros recolheram o que ficou espalhado, depois seguiram viagem.Por culpa de sua distração,Ana perdeu o ponto no qual ela tinha que descer para ir para casa,no próximo ponto ela desceu perto do Jardim Botânico. Ficou toda a tarde observando cada detalhe do local, pássaros, insetos, folhas, flores, terra e vento. Após ter esse momento só dela,Ana lembrou que tinha que ir cozinhar para seu maridos e seus filhos,diante dessa situação,Ana saiu correndo do Jardim Botânico . Assim que chegou, também passou a ver o filho, o marido e a própria casa de maneira diferente, parecia que o amor por todos havia aumentado. Jantaram com amigos e crianças. Depois, Ana e o marido foram dormir.

Conto:as cerejas



Lygia Fagundes Telles

Iria chegar uma visita na casa de Julia e sua madrinha, a Tia Olívia, as duas arrumavam a casa, enquanto Dionízia, a cozinheira, preparava suas receitas.
A Tia chega com um menino, dois anos mais velho que Julia, o Marcelo. A Tia vestida elegantemente, com um decote enorme e um colar de cerejas.
Marcelo, que parecia um adulto, muito elegante também, com sua bela roupa de montaria.
Fazia muito calor, mas finalmente chegou um dia de chuva, e foi nesse dia, que a casa ficou sem luz, e Julia viu, Tia Olívia e Marcelo, juntos, com os corpos entrelaçados.
A garota ficou até doente.
Marcelo vai embora, e um ano depois morre com uma queda de seu cavalo. Tia Olívia vai embora dias depois de Marcelo, deixando com a garota, as cerejas.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

BIOGRAFIA DE LYGIA FAGUNDES TELLES



Lygia Fagundes Telles (1923) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.

Iniciou mesmo sua carreira como altora em 1994,com os volumes de "Praia Viva",após isso casou-se com o jornalista Goffredo Telles Júnior,do qual se separou e casou-se novamente com o ensaísta de cinema Paulo Emílio Salles,em 1982 foi eleita para a Academia Paulista de Letras. Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. Em 1987 é eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.

Praia Viva, contos, 1944O Cacto Vermelho, contos, 1949Ciranda de Pedra, romance, 1954Histórias do Desencontro, contos, 1958Verão no Aquário, romance, 1964Histórias Escolhidas, contos, 1964O Jardim Selvagem, contos, 1965Antes do Baile Verde, contos, 1970As Meninas, romance, 1973Seminário dos Ratos, contos, 1977Filhos Prodígios, contos, 1978A Disciplina do Amor, contos, 1980Mistérios, contos, 1981Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987As Horas Nuas, romance, 1989A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995Biruta, contos, 2004Histórias de Mistérios, contos, 2004Conspiração de Nuvens, contos, 2007Passaporte para a China, contos, 2011

SÍNTESE EKOABOKA



Este livro trata de uma família que viaja à Amazônia para rever 2 membros da Família que estavam lá tentando descobrir a cura da malária.
A família é composta por Léu,Txai,Babu,Marina,Alex e Chantal.
Eles ficam em um barco casa chamado Vitória Régia,que pertencia a Léu,onde ele e Babu já estavam morando fazia algum tempo.
um certo dia Alex sai para ir a uma praia próxima ao barco casa,mas no meio do caminho ele escuta uma música vinda do coração da selva.
Alex vai até a música,e descobre que são índios fazendo algum tipo de culto ou ritual.
após isso ele volta ao barco casa e fala para Babu,que diz que no dia seguinte levaria Alex para conhecer os índios.
No dia seguinte,Babu e Alex levantam cedo para ir até a aldeia,lá eles encontram um garoto de nome Catu,que vira amigo de Alex,e o convida para conhecer a salva.
Alex aceita o convite,e eles vão de canoa pelo rio até chegar em uma praia onde Chantal,a irmã de Alex tomava banho de sol.
Chantal fazia poses e mais poses,para parecer com modelos que ela via nas revistas que havia trazido de casa,Alex a Catu ficam olhando por trás dos arbustos um pouco a cima de Chantal.
Quando revelam que estavam ali,Chantal toma um enorme susto,e briga com Alex que volta para o barco casa por alguns minutos deixando Chantal e Catu sozinhos por um tempo.
Catu volta ao barco um pouco distante de onde Chantal estava e de lá,começa a jogar algumas pedrinhas em Chantal,mas ela não aceitou isso muito bem e arremessou em sua direção um pedra grande com a intenção de machuca-lo.
Após ver que acertou a boca de Catu,Chantal decide subir na canoa para ver oque tinha feito,e ao chegar lá Catu disse à Chantal que havia jogado pedrinhas nela para chamar sua atenção,pois era assim que eles faziam na tribo.
Então após isso Chantal fica com vergonha e remorso do que havia feito,pede desculpas e afasta-se de Catu,mais fazendo isso,a canoa virou com eles e Catu acidentalmente beija Chantal e ela vai para o barco-casa chorando.
Chegando no barco casa Alex pergunta o que houve e Chantal responde que não houve nada,mas Alex não convencido vai a procura de Catu para perguntar oque havia ocorrido.
Após tudo ser explicado,Catu convida Alex para dormir um dia na aldeia para que no dia seguinte eles pudessem ir à caça junto com alguns outros guerreiros da tribo.
Então no dia seguinte eles acordaram cedo foram para o meio da floresta caçar,mas infelizmente não pegaram nada,mas foram pescar e na pesca conseguiram refeições,Alex observou um guerreiro da tribo que não comia um certo tipo de peixe,e Catu explicou para Alex que ele fazia isso pois acreditava que algum ancestral dele já havia sido aquela espécie de peixe,
e falou também que não comia jacarés pelo mesmo motivo.
No dia seguinte enquanto caçavam eles encontraram uma grande clareira no meio da floresta,e ouviram alguns homens falando em cortar as arvores ilegalmente com serras elétricas,a ideia apavorou Catu e Alex que voltaram correndo para a tribo para falar com o pajé,que disse que aquilo era quase normal para eles pois já estavam quase acostumados com aquilo.
enquanto isso Txai havia feito um amigo da tribo,e após eles brincarem de todas as brincadeiras que Txai sabia e as que seu amigo sabia também,Txai teve a ideia de brincar de caça ao tesouro e sabia muito bem onde havia um tesouro muito misterioso para eles caçarem.
Babu era viciado em colecionar besouros e sonhava em descobrir uma especie e batizar sua descoberta com seu nome,e nessas tentativas Babu tinha um baú cheio de besouros,q foi justamente esse baú que txai e seu amigo foram caçar.
Quando Txai encontrou o baú de Babu,ele foi logo abrindo morrendo de curiosidade para saber oque tinha lá dentro,deixando assim escaparem muitos dos besouros raros de Babu.
Quando Alex e Catu voltaram para suas casas,Catu convidou Chantal para ir à prainha de noite,e quando Chantal saiu do barco lá estava ele.
Chantal levou uma flor para que ele brincasse de "bem me quer,mal me quer" e após ter dado e flor a Catu e perceber que as pétalas o diriam "mal me quer" ela arrancou a flor de sua mão e deu-lhe um beijo.
Lá na aldeia uma índia teve um sonho onde entregava uma flor marrom de aparência feia à Chantal,mas como a índia não gostava muito de Chantal ela se recusou.
Após alguns dias o guerreiro mais forte da tribo ficou doente,ele havia contraído malária,e quando a índia foi   visita-lo em sua  oca o pajé da tribo não deixou,falo para ela que Tupã estava zangado com ela.
Depois de um tempo o pajé da tribo saiu da oca onde estava o guerreiro e mandou chamar a tal índia,e mando-a entrar na oca para falar com o guerreiro.
Quando a índia se aproximou o guerreiro olhou em seus olhos e falou:
Taciatã,Tupã te perdoa.
e após essas palavras o guerreiro morreu,e a índia 
arrependeu-se de não ter entregue a flor para Chantal e foi até ela para poder se redimir.
Com estudos de Leu e Babu eles descobriram que a flor marrom do sonho da índia continha algo que mataria o vírus da malária dos pernilongos.
Então com tamanha descoberta toda a família volta para casa.

                                            FIM

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Biografia de Clarice Lispector

Fonte

No ano de 1925 na Ucrânia, nasce Clarice Lispector.
Em 1926 sua família veio para o Brasil, passou toda sua infância em Recife. E quanto tinha 12 anos se mudou para o Rio de Janeiro, onde cursou direito e começou a escrever para jornais e revistas.
Ela casou-se com um colega de sua faculdade em 1943. Em 1944 escreveu seu primeiro livro, seu marido veio se tornar diplomata e com ele, Clarice ficou 15 anos fora do Brasil.
Durante sua vida, Clarice escreveu muitos livros e contos, um dos que mais se destacaram foi o conto "Amor".
Em novembro de 1977 ela ficou sabendo que tem um câncer generalizado e um mês depois, morre as vésperas de seu aniversário.

sábado, 16 de março de 2013

Clarice Lispector

https://www.google.com.br/search?q=clarice+lispector&aq=0&um=1&ie=UTF-8&hl=pt-BR&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi&ei=3FJCUcbGBufp2QXohYCIDQ&biw=1024&bih=659&sei=3lJCUd7tO8TE4APigoGQAw

No ano de 1977 Clarice Lispector deu uma entrevista à TV Cultura falando sobre sua vida.
Nessa entrevista ela se mostra abatida devido a sua doença.
Em suas respostas ela se dizia solitária,presa,e se diz uma escritora não popular ou pouco conhecida.
Em uma das perguntas o repórter lhe perguntou se era mais difícil escrever para crianças ou para adultos e a resposta dela foi que escrever para crianças não era literatura e não fazia diferença nenhuma.
Em outro momento da entrevista Clarice diz que quando não está escrevendo nada a autora se sentia morta.
Clarice disse na entrevista que sua mãe e irmãs também escreviam, falou também que já criava histórias  dês de que que aprendeu a escrever, e com 7 anos já criou uma história sem fim.
Em sua primeira publicação em um jornal Clarice teve que provar que foi ela que tinha escrito tal publicação, pois estava muito bem feita para uma criança.
Revelou também ao repórter muitas outras coisas que não caberiam ser ditas aqui.



Entrevista com Clarice Lispector à TV Cultura  














Escrito por: Pedro Del Greco